quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Onde foi que eu parei?


Cruzando os Alpes rumo à França
 Quando você pensar em viajar pela Provença, deixe de lado a pressa, ansiedade e permita-se fazer um passeio relaxado e tranquilo. Diferentemente dos outros roteiros turísticos que você possa ter feito, aqui não há lugar para correria, tampouco se vê enormes filas para nada.
Lá devemos apenas observar, caminhar, degustar, apreciar, ouvir, conversar, rir.
Esqueça o tempo e se entregue aos cheiros e sabores locais. Tudo nos vilarejos que formam a Provença merece sua atenção e nada deve passar despercebido.
A paisagem, por si só, vale a viagem, pois exerce sobre o viajante um apelo tentador através de suas montanhas de formatos exóticos e das incontáveis plantações de lavanda.
Aliás, plantações de lavanda não faltam na Provença. Portanto, eu aconselho não parar em todas elas para tirar AQUELA foto. Existem várias pelo caminho e sempre aparece uma maior do que a outra para fotografar.
Nossa viagem pelos Alpes rumo à Provença foi super bacana, primeiro por ser um roteiro um tanto exclusivo (já que só pode ser feito de carro), segundo pelas companhias.
Ao longo de todo o percurso podem ser vistos muitos vilarejos, sendo a maioria formado por casinhas de pedra, aliás, essa é uma exigência das Comunas (como os italianos chama seus municípios), para manter o clima rústico do lugar.
Conhecemos a charmosa Sambuco, onde tivemos a oportunidade de tomar água natural que escorria das montanhas e jorrava numa fonte ao lado da casa que nossos amigos possuem nessa cidade. A água é super leve e estava bem geladinha, já que ainda havia bastante neve na ponta das montanhas.


SAMBUCO
 Esses pequenos vilarejos são destinos altamente procurados pelos europeus durante o inverno para a prática de esqui e esportes afins. Durante o verão, o interesse muda para as trilhas, passeios de biscicleta ou, simplesmente, para fazer pequeniques com a família.
A paisagem é exuberante e vale todas as fotos que tiramos durante o trajeto até APT, primeira cidade da Provença que nós visitamos.
Aliás, nosso percurso (cujas cidades foram pesquisadas à exaustão), incluía APT, GORDES, LOURMARIN, GRASSE, MURS, AIX-EN-PROVENCE, SAINT-RÉMY-DE-PROVENCE, ARLES (não nessa ordem).
Falarei um pouco mais sobre esses lugares nas próximas postagens.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Provença, enfim

Decidimos conhecer algumas cidades da Provença devido à minha vontade, cada vez maior, de fugir dos grandes centros urbanos. O que me chamou mais atenção na primeira vez que fui à Europa foram as pequenas cidades e vilarejos, cujas peculiaridades e rotina são muito mais atraentes do que a agitação das grandes capitais. Isso não quer dizer que não ache Paris, Londres e Nova Iorque, por exemplo, cidades interessantes, mas é que o tempo passa mais devagar nas pequenas e charmosas cidades européias devido ao estilo de vida de seus habitantes. Por esses motivos - aliando-os com as imagens obtidas através da internet -, decidimos que, esse ano, nós conheceríamos algumas cidades da Provença. Começamos a traçar, então, nossa viagem. Bom, em primeiro lugar, é preciso saber que não existem trens ligando a grande maioria das cidades dessa região (o que as torna mais encantadoras ainda devido a dificuldade de acesso de turistas).
Portanto, quem quiser viajar pela Provença tem que alugar um carro. Não tem outro jeito! Você pode retardar um pouco o custo do aluguel, pegando um trem, por exemplo, de Paris até Avignon, Aix-en-Provence e Lyon; de Avignon para Aix-en-Provence e Arles (que são cidades um pouco maiores), mas daí, você tem que procurar uma locadora, pois só o carro te possibilitará enveredar pelo interior (que eu julgo ser a parte mais interessante da Provença). No nosso caso, não fizemos nem uma coisa nem outra, preferimos programar nossa viagem com um casal de amigos bem legal que mora na Itália e com os quais havíamos nos comprometido a viajar juntos um dia. Procuramos saber a disponibilidade deles com certa antecedência e, para nossa alegria, eles puderam tirar três dias de folga para viajar conosco. Perfeito!
Eles moram em Centallo, na província de Cuneo que fica, mais ou menos, duas horas e meia dos Alpes Altos da França, ou seja, uma região que Umberto conhecia bem.
E foi por conhecer bem esse lugar que ele sugeriu seguirmos pela Rota de la Bonette, roteiro bem mais interessante e exclusivo. Já começamos nossa viagem no espírito provençal! Isto porque auto-estrada é sinônimo de alta velocidade, ronco de motores, ao passo que a Rota de la Bonette representa o silêncio e a tranqüilidade dos Alpes (que ainda estavam branquinhos de neve naquele mês primaveril). Enfim, tudo o que queríamos aqueles dias depois dos transtornos causados pela fumaça do vulcão e dos dias agitados em Florença. Outra coisa, quando estávamos planejando nossa viagem, percebi que um recurso que o bom viajante não pode abrir mão é o GOOGLE MAPS. Acessando-o, você pode ver os locais que pretende conhecer, através de imagens, além de visualizar a distância de um ponto a outro. Você pode também salvar seus mapas para acessá-los onde e quando quiser, basta fazer o login com uma conta GMAIL. O google maps nos ajudou muito na escolha dos lugares que visitaríamos dessa vez, pois estávamos levando em consideração, principalmente, a distância entre eles (que deveria ser curta para nos possibilitar conhecer mais cidades). Mas, cá para nós, na hora H, percorrendo os caminhos sinuosos da Provença, o que funcionou mesmo foi um bom mapa da região que Umberto, nosso amigo italiano, possuía. Aliás, esse é um outro fator que muda o resultado de qualquer viagem de bom para excelente: viajar com alguém que more ou que já tenha ido alguma vez para o lugar que você pretende conhecer.
Embora viajar acompanhado por outras pessoas implique em ter que ceder de vez em quando, em manter o espírito coletivo sempre alerta e ter que ajustar seus interesses com os do outro, o fato é que quando alcançamos esse equilíbrio, a viagem se torna ainda mais prazerosa
Não esqueçam de que companheiros mal escolhidos resultam em viagens frustradas! Dessa vez, resolvemos apostar e acertamos. Umberto e Rogéria foram excelentes companheiros de viagem e já estamos programando a próxima viagem.
PLANEJE-SE:
Quando começar a planejar suas viagens para Europa, acesse o site da Eurail para consultar as tabelas oficiais de horários das ferrovias para informações atualizadas e para saber sobre horários e conexões ferroviárias entre um grande número de cidades européias.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Tentando me organizar

Estou tentando a todo o custo organizar minhas idéias e lembranças para escrever um post sobre a nossa viagem pela "Provence" (no francês mesmo que é mais chic). As cidades são lindas e merecem um registro digno e bem escrito.
Mas, tô meio sem tempo, não tô conseguindo parar para escrever, reunir fotos, dicas, enfim, tenho que me dedicar para reunir isso tudo num texto.
O trabalho tem exigido muito de mim e nós, também, estamos programando nossa próxima viagem. Surpresa, por enquanto.
Primeiro, quero falar sobre Gordes, Lourmarin, Apt e Aix-en-Provence.
Espero que dê para fazer isso semana que vem. Também pretendo relacionar esses posts unindo-os com receitinhas e dicas de vinhos.
Bom, os projetos existem e são muitos para este blog, falta um pouco de tempo.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Mais um motivo para viajar: turismo esportivo!


Dei uma parada nas minhas anotações sobre nossa última viagem à Europa para falar de um passeio mais recente que fizemos à "Cidade Maravilhosa", 19 a 22/08/2010.Essa viagem foi diferente das últimas que fizemos para o Rio porquê foi motivada por um outro estilo de turismo, chama-se turismo esportivo.
Alguns devem saber que domingo, 22/08/2010, aconteceu a XIV Meia Maratona Internacional do Rio e nós fomos para lá por essa razão.
Não, eu não corro. Aliás, meu ortopedista (um homem muito sábio, por sinal), disse-me que "o Homem não nasceu para correr" e eu levo isso como um lema em minha vida (pra não dizer que essa é a justificativa perfeita para minha preguiça).
Mas Hélio, um das pessoas mais obstinadas que eu já conheci, botou na cabeça que queria correr, e, desde então, vem participando de maratonas por hobby.
Ele diz que quando corre a endorfina liberada lhe causa enorme prazer e lhe dá disposição e pique para correr mais. Comigo, isso nunca aconteceu...
As poucas vezes que saí correndo sem rumo sentia a liberação de uma vontade imensa de parar, só isso.
Bom, aos desavisados eu explico que correr não é um negócio fácil, requer muita disciplina e treino pesado, além de um bom personal para orientá-lo quanto a postura, tempo, exercícios e alongamento, tudo com base na meta do aspirante a maratonista e em uma série de exames realizados periodicamente.
Assim, no dia 22/08, ele acordou cedo, vestiu a camisa da maratona (linda!!) e saiu para a corrida e eu, juntamente com um outro casal de amigos, seguimos em direção à Praia do Leblon.
Não que eu não seja aquela esposa participativa que está presente, inclusive nesses momentos, mas é que nenhum conhecido iria comigo para esperá-lo na chegada. Uma pena...
Bom, mas antes disso, aproveitamos muito o que o Rio oferece de melhor.
Chegamos ao Rio dia 20/08 pela manhã e não paramos um segundo até às 22 horas do dia 22/08.
No primeiro dia fizemos um City Tour pelos principais pontos turísticos.
Nós já conhecíamos muita coisa, mas para o casal que viajou conosco tudo era novidade.
Então, para não perdermos tempo, contratamos um guia (maravilhoso) que nos pegou no aeroporto (por volta das 11 horas da manhã) e, durante as oito horas seguintes nos levou aos principais pontos turísticos por R$ 300,00.
Para vocês terem uma idéia do percurso e constatarem que o valor que pagamos foi razoável(principalmente se pesarmos que foi dividido por quatro pessoas), ele nos pegou no aeroporto, passou pela Feira de São Cristóvão, Centro, Maracanã, Sapucaí, Corcovado, Floresta da Tijuca, parada para almoço no Restaurante Braseiro da Gávea, Copacabana, pôr do sol no Pão de Açúcar, Urca e, por fim, ele nos deixou no hotel localizado no Jardim Botânico às 20:00 hs. Foi coisa...
Depois de tudo isso, recarregamos as energias e saímos para curtir a noite carioca.
Nada de boates ou restaurantes da moda. Sempre que vamos ao Rio, dedicamos uma noite ao Jobi, bar boêmio do Baixo Leblon.
Sábado pela manhã, decidimos andar pelas ruas do Centro do Rio. Eu sou super suspeita para falar de centro de cidades, porque eu adoro! Pra mim, não existe passeio melhor do que andar pelas ruas históricas de uma cidade, descobrindo ruelas e restaurantes charmosos, sentindo o clima próprio da cidade. Afirmo que o centro do Rio é excelente para esse tipo de passeio.
Cinelândia, Teatro Municipal, Biblioteca Nacional, Candelária, Rua do Ouvidor, Confeitaria Colombo, são lugares que todo turista deve conhecer.
Numa outra viagem que fizemos ao Rio, nós fomos bater no Saara, zona de comércio poupular do Centro que vende de tudo e bem mais barato do que qualquer shopping. Comprei itens de decoração para o apê em lojas indianas, pagando um preço justo. Bom demais!
Dessa vez, como tínhamos pouco tempo, preferimos fazer um percurso menor pelo centro para dar tempo de passar a tarde em Santa Teresa.
Pegamos o famoso bondinho no Largo da Carioca e fomos almoçar do Bar do Mineiro, em Santa Teresa.
O dia estava lindo, céu limpo e muita gente pelas ruas do bairro. Senti um clima parecido com o de Olinda e a familiaridade com minha cidade acentuou a vontade de perder o tempo por ali.
As pessoas se reunem em grupos e ficam sentadas nas calçadas assim como fazem os olindenses no Bar do Véio.
Entre a passagem de um bondinho e outro, degustamos as iguarias do bar, dentre as quais uma porção de pasteizinhos de feijão (sim, de feijão!), de charque de feijoada (estranho, né?), de linguiça, queijo, deliciosos!
À noite, assitimos a peça Tango, Bolero e Tcha Tcha Tcha. Recomendadíssima! Quem tiver a oportunidade de assistir, não perca. É pra rir do começo ao fim.
Mas, não pudemos esticar nessa noite porque Hélio correria no dia seguinte (domingo 22/08) e o percurso era de São Conrado até o Aterro do Flamengo. Gente, cansa só de pensar, imagina correndo!!!!
E assim sucedeu, dia seguinte lá foi ele corrrer na maratona e nós corremos para a praia.
Dia de sol, carioca na praia...O Leblon estava lotado de gente caminhando, sentada, conversando. Ô povo pra gostar de praia...
Depois que Hélio chegou da maratona contando as novidades, seguimos para a Pedra do Arpoador para assistir ao pôr do sol. Coisa mais linda do mundo. Tem gente que diz que Deus é brasileiro e se ELE for mesmo, nasceu no Rio, porquê lá tem o Dedo Dele com certeza.
Que cidade linda!!!! Qualquer foto despretenciosa fica perfeita.
Depois de tudo isso, voltamos ao hotel para pegar as bagagens e, depois fomos para o aeroporto, mas antes fizemos uma rápida parada no Outback de Botafogo para comer a costelinha de porco com molho barbecue. É de perder o juízo!!!
Nossa volta já está programada: XV Meia Maratona!
No próximo post, voltarei a contar sobre nossa viagem, só que pela Provença. Imperdível!

terça-feira, 27 de julho de 2010

Florence - 4a.parte

Fotos da esquerda: 1. Uma das pontes de Florença 2.Fontana de Netuno na Piazza de la Signoria 3.Batistério de São João.
Fotos da direita: 1. Dentro do Palazzo Strozzi 2.Dentro do Mercato de San Lorenzo 3.Perceu - Piazza de la Signoria.
Tenho observado que muitos blogueiros detalham com exaustão obras e monumentos vistos nos lugares por onde passam. Essa não é minha intenção.
Aqui, eu pretendo fazer um relato pessoal e descontraído dos lugares por onde passo quando viajo, tal qual faria num diário. Isto porque, nas vezes em que busquei informações sobre algumas cidades, senti falta de dicas sobre locais interessantes fora do roteiro turístico. Como nós sempre buscamos fugir um pouco do lugar comum, considerei este um excelente espaço para compartilhar nossas experiências pessoais com outros viajantes. Então, voltemos ao assunto... Fazia um belo dia e nós decidimos acordar cedo para aproveitar bem cada minuto em Florença. Estar e passear em Florença dá um prazer enorme para qualquer turista porque a cidade é linda e palpitante. A gente se sente bem e bastante à vontade andando por suas vias e piazzas (talvez isso se deva às nossas raízes latinas). Lembrei de haver tido essa mesma sensação quando estive em Praga, capital da República Tcheca, mas essa história que pretendo contar mais adiante. Neste dia, fomos direto para a Chiesa di Santa Maria Novella, que fica na piazza de mesmo nome, a poucos metros da estação ferroviária principal de Florença (próxima ao hotel onde estávamos hospedados). Anexo à igreja, está o Grande Convento com seus claustros e o refeitório, partes integrantes do Museu di Santa Maria Novella.
A igreja é belíssima, além de um lugar bastante agradável, sem hordas de turistas como os que ficam em torno da Duomo e onde podemos apreciar algumas importantes obras do período renascentista.
Visitamos também a Basílica della Santissima Annunziata, localizada na Praça da Santíssima Anunciada e a Basílica di Santa Croce, principal igreja franciscana em Florença (diz a lenda diz que a igreja foi fundada pelo próprio São Francisco de Assis).
Nesta segunda Basílica estão os túmulos de Michelangelo, Maquiavel, Galileu, entre outras personalidades ilustres de Florença.
De lá, seguimos em direção a Galeria dell'Academia, cuja entrada era franca naquela semana, conforme eu disse em outras postagens.
A fila não estava muito grande, por isso, esperamos mais ou menos uma hora para entrar.
O acervo da Galeria dell'Academia não é tão vasto como o da Galeria degli Uffizi, mas vale à pena visitá-la, especialmente, porque lá temos a oportunidade de apreciar a perfeição de Davi (de Michelangelo).
De fato é uma obra impressionante! As pessoas param e se prostam em frente a Davi por incontáveis minutos e o legal é desviar a atenção do monumento para observar a expressão das pessoas admirando a obra.
Ninguém consegue ficar impassível diante de tamanha perfeição.
A obra é um verdadeiro triunfo da arte sobre a natureza.
Outro espaço bastante interessante da Galeria dell'Academia é a Galeria dos Cativos, onde podemos apreciar os cativos (ou escravos), também de Michelangelo, que foram idealizados para o túmulo do Papa Júlio II, mas não chegaram a ser utilizadas porque são obras incompletas do artista.
Existem outros espaços que dentro da Galeria dell'Academia que merecem atenção, como a Sala do Colosso, Sala dos Orcagna, mas, para mim, a visita à Galeria dell'Academia valeu mesmo pela Tribuna do Davi e a Galeria dos Cativos.
Depois de nos enhermos de cultura, resolvemos caminhar rumo à Piazza San Lorenzo (onde existe um lotado mercado de pulgas), para nos enchermos de presentes. Lá compramos regalos para amigos e parentes.
Nessa praça encontramos muitas peças em couro, como bolsas, sapatos e cintos, mas não achei os preços muito convidativos.
Em compensação, chaveiros, echarpes e colares com pingentes de vidro, tinham bons preços o que nos propiciou trazer lembrancinhas para todos.
Na praça de San Lorenzo está localizado o Mercato San Lorenzo que é um local maravilhoso para quem curte os prazeres da culinária.
Por ser um pouco chegada a esta arte, agrada-me muito temperos, massas, molhos de diferentes sabores e lá eu quase perco a noção do tempo por estar envolta a tantas delícias.
Vende de tudo no mercado, da carne ao vinho, massas, molhos frutas e verduras (as mais belas e cheirosas que eu vi), também compõem a lista.
Como não poderia deixar de ser, não resisti e comprei uns saquinhos com uma porção pronta com arroz arbóreo e limão desidratado (achei fantástico porque o sachê traz a porção exata para um jantar a três e é ideal para acompanhar uma saborosa carne suína), além de uma mistura de ervas aromáticas para preparar espaguete.
Para mim, trazer essas coisinhas para casa fazem a diferença em qualquer viagem.
Fazer essas comidinhas em casa e apreciá-las tomando um bom vinho nos dá um prazer imenso. Assim, dá para matar a saudade de Florença comendo um bom risoto ou uma deliciosa massa (acompanhada de um bom vinho, é claro!), vendo fotos e lembrando os nossos passeios.
As fotos que ilustram esse post não são de minha autoria, foram retiradas da web.
Isto porquê, como disse aqui em outras postagens, perdemos algumas fotos, principalmente as que tiramos em Monte Carlo, Nice e Florença. Uma pena...
Tem que provar:
1.Sanduíche da i fratellini, na Via dei Cimatori (entre a Duomo e a Piazza de la Singoria). O local remete a uma taberna, só que você é atendido no balcão e eles têm cardápio dos sanduíches em português (o que facilita muito a compreensão dos ingredientes). Um lanche composto de um sanduíche (de pão italiano saborosíssimo) com uma taça de vinho chianti não custa mais do que 4 euros e você sai super satisfeito.
2.Sorvete da Gelateria Perché no!, na Via Tavolini, 19R. Os gelatos são fantásticos, mas peça o sorvete de tiramisú e seja feliz!!
3.Bisteca fiorentina do Restaurante Ponte Vecchio, na Lungarno Archibusieri 8/r. É simplesmente fantástica! Mas antes peça a bruschetta de entrada e não esqueça de pedir um bom vinho para acompanhar.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Florence - 3a.parte

É tanta coisa pra contar que só assim mesmo, em partes. Vamos lá, então...
Continuando o 2º dia em Florença... Depois de almoçarmos na Trattoria Ponte Vecchio, decidimos conhecer a Galeria degli Uffizi. Tivemos muita sorte porque chegamos em Florença exatamente na semana em que as entradas eram francas em qualquer museu. Essas coincidências representam uma economia enorme para quem viaja pela Europa, já que a maioria das entradas varia entre 15 a 20 euros, por pessoa. Multiplique isso por dois e já dá para perceber uma diferença para qualquer viajante. Agora imaginem a fila para adentrar na Galeria durante essa semana de entrada free...Sem noção!!! Passamos pelo menos duas horas numa fila gigantesca. Foi torturante, mas valeu à pena esperar. A Galeria tem um belo acervo, mas tudo é da fase renascentista (como era de se esperar, claro!). Ali, deparamo-nos com obras dos maiores artistas Renascentistas, como Leonardo da Vinci e Rafael, além de Michelangelo. Uma das mais famosas (e belas) obras que vi nesse museu, foi o Nascimento de Vênus, de Sandro Botticelli. Tempo perdido na fila, menos tempo para apreciar todas as obras do museu que, nesse dia, fechava às 18:00 hs. Mas, valeu muito a visita, pois a Galleria degli Uffizi é uma das maiores atrações turísticas de Florença e um dos mais importantes museus do mundo. Já era tarde quando saimos da Galeria, então, resolvemos testar mais uma dica da revista Viagem e Turismo. Na edição de de março/2008, a repórter Danielle Pergamente, do New York Times, fez uma reportagem sobre como passar 36 horas em Florença, propondo uma maneira quase desconhecida de explorar a capital do Renascimento: sem hordas de turistas, frequentando achados locais e provando as maiores delícias. A reportagem é muito boa, principalmente, porque dá dicas de lugares pouco turísticos, o que nos agrada muito. E foi assim que chegamos à Via del Monte, uma rua que fica do lado oposto da Ponte Vecchio (de quem está do mesmo lado da Galeria degli Uffizi).
A jornalista citou o nome de alguns barzinhos nas proximidades dessa rua como sendo excelentes opções para comer bem com uma taça de vinho por um preço acessível (cerca de 8 euros). Bem, como já falei aqui, nós costumamos testar mesmo essas dicas e fomos direto ao bar indicado na reportagem: Fuori Porta.
Segundo disse a jornalista, lá deveríamos pedir uma taça de vinho que o aperitivo estaria automaticamente incluso. Fizemos exatamente como ensinado e nada aconteceu, não recebemos nenhum aperitivo acompanhando o vinho. Decidimos, então, pedir a conta e sair à francesa, com a impressão de que tinha havido algum engano na reportagem. Descendo a Via del Monte, deparamo-nos com o Rifrullo (Via San Niccolo) cheio de gente na sua entrada. Decidimos entrar para ver se valia à pena tomar um drink e petiscar alguma coisa (já que os preços do Fuori Porta eram um pouco salgados). Pedimos uma taça de vinho para cada e, (pimba!), a garçonete nos perguntou se queríamos pagar só pelo vinho (5 euros) ou o vinho mais aperitivo (8 euros).
Arriscamos no vinho com aperitivo e percebemos que a jornalista não tinha errado tanto quanto haviamos pensado. No balcão do bar estavam servidos pratos quentes e frios, pastas, patês, canapés, torradas, enfim, várias opções de comida das quais as pessoas podiam se servir à vontade e várias vezes sem precisar pagar por outra taça ou drink. Um farto e delicioso jantar por oito euros!! Mas o melhor jantar aconteceu mesmo na noite seguinte, no Zöe (que fica bem próximo da Via San Niccolo). Os aperitivos desse barzinho foram imbatíveis!
Tinha cuzcuz marroquino, pastas quentes e frias, risoto de frutos do mar, bruschetta, canapés, enfim, uma variedade imensa de comida por 8 euros com uma taça de vinho! Depois percebemos que a maioria dos bares de Florença aderiu a esse tipo de happy hour e tem atraído muita gente nesse período de vacas magras da economia européia.
Prova disso é que não só os bares um pouco mais distantes do centro nervoso da cidade atraem fregueses com o drink+aperitivos, no Moyo, um barzinho super transado que fica na Via dei Benci, também serve comidinhas deliciosas para os clientes que pedem bebida ou vinho.
Amei! Achei uma excelente idéia para atrair fregueses (atrai e muito!).
Deveríamos adotá-la, também, aqui no Brasil.

Florence - 2a parte

Continuando...
Dia seguinte, renovados e bem alimentados, saímos com intuito de desbravar Florença, berço do renascimento italiano. O dia estava chuvoso e fazia um pouco de frio, mas nada comparado àquele vivenciado no inverno europeu. A temperatura oscilava em torno dos 15ºC, excelente para caminhar porque a gente não transpira nada. Seguimos rumo à Piazza della Signoria, praça central da cidade e um verdadeiro museu a céu aberto, onde estão expostas importantes obras do Renascimento Italiano. Nesta praça podemos visitar, também, o Palazzo Vecchio, atual sede do município florentino e a Loggia dei Lanzi, onde podemos apreciar esculturas da Antiguidade Clássica a céu aberto e sem pagar nada. Quem quiser, pode ler um pouco mais sobre essa importante obra florentina aqui. O bom de estar em Florença é que lá o turista tropeça, literalmente, na história a todo momento. Na Piazza del Duomo, encontra-se a Basília Santa Maria del Fiore, o Duomo da Arquidiocese da Igreja Católica Romana de Florença, com sua cúpula e campanário belíssimos. Apesar da chuva (que não parou um segundo neste dia), a fila para entrar nessa igreja estava enorme, mas não hesitem em enfrentá-la, pois deixar Florença sem conhecer este importante monumento é um sacrilégio! A poucos passos da igreja encontramos monumentos de relevada importância: Capanile di Giotto e o batistério dedicado a São João Batista. Esses monumentos, juntamente com a Basílica, compõem um pequeno complexo ao redor da Piazza del Duomo e a maior concentração de pessoas fica mesmo em frente da Duomo (quem quiser saber mais sobre a Basília pode acessar aqui) Dirigimo-nos, então, para a Ponte Vechio, erguida sobre o rio Arno. Uma construção que remonta a época romana que não foi danificada durante a Segunda Guerra Mundial pelos alemães, dizem, que devido a uma ordem direta de Hitler. A ponte possui uma fila de casinhas nos dois lados onde ourives e joalherias vendem jóias e bijouterias finas. O apelo para o turista investir num "regalo" é enorme. A mulherada se realiza naquele lugar!!! Fizemos uma rápida pesquisa, pois Hélio cogitou comprar-me um anel para eternizar aquele momento, mas os preços não estavam nada convidativos. A Ponte Vechio é bonita, diferente das demais de Florença e de todas que já vi, mas não se parece muito com uma ponte e sim com uma galeria comercial.
Não é um lugar que você passe e tenha uma boa visão da cidade. Lá você só tem olhos para as vitrines que te convidam para gastar... Você pode ler um pouco mais sobre a Ponte Vechio neste site. Depois de tanto andar, resolvemos parar para almoçar. Durante as semanas de intenso planejamento desta viagem, separamos algumas dicas de restaurantes retiradas de blogs e revistas, principalmente, da revista Viagem e Turismo, da qual somos assinantes há alguns anos. Numa de suas reportagens, de abril de 2010, uma jornalista indicou a Trattoria Ponte Vechio como sendo um lugar para o turista fazer uma boa refeição a um custo modesto. Nesse ponto, somos turístas acidentais mesmo, pois, ainda que não façamos exatamente o que algumas boas dicas aconselham, vamos lá só pra conferir. E foi por esse motivo que almoçamos no tal restaurante. Através da reportagem, soubemos que um bom almoço não sairia por mais de 20 euros por pessoa (com bruschetta de entrada, lasanha, vinho da casa e tiramisu). Tudo estava batendo perfeitamente com o relato da jornalista, mas nós decidimos fugir um pouco do menu turistico e pedimos uma bisteca florentina (que custava 40 euros o quilo).
O dono (uma simpatia de pessoa) e o lugar não poderiam ser mais apropriados para saborear esse típico prato: o local fica de frente para o Rio Arno e olhando para a Ponte Vecchio.
Sem comentários! A bruschetta é sensacional e a bisteca, hummm..., nem sei se falo!!!
O vinho também não foi o da casa (como recomendado pela revista), pedimos um Pio Cesare delicioso e ficamos ali apreciando aquele momento segundo a segundo.
Até que a conta veio e estragou tudo!
Oitenta euros!
Bom, mas valeu.
Acho que o sabor da bruschetta, da bisteca e do vinho nunca sairão de minha memória.
No fim, são momentos e prazeres como esse que fazem a diferença em qualquer viagem.
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